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Composicao das parcelas do consorcio: entenda o que voce paga e aprenda a calcular

  • Foto do escritor: Souza Seguros
    Souza Seguros
  • 18 de mai.
  • 4 min de leitura

Uma das maiores vantagens do consórcio é a ausência de juros. Mas para entender completamente o que se paga mensalmente, é preciso conhecer a composição detalhada da parcela. Muitas pessoas confundem taxa de administração com juros — ou não sabem para que serve o fundo de reserva. Neste artigo, a Souza Seguros explica cada componente e demonstra, com um cálculo real e completo, exatamente como a parcela do consórcio é calculada.

Os 4 componentes da parcela do consórcio


1. Fundo Comum

O fundo comum é o componente principal da parcela. Representa o valor que compõe o crédito contratado pelo consorciado e é destinado diretamente às contemplações do grupo.

Em termos simples: é o dinheiro que vai para o fundo coletivo e permite que os participantes recebam suas cartas de crédito ao longo do plano.

O fundo comum é a essência do modelo de consórcio — sem ele, não há contemplação. Quanto maior o crédito contratado, maior a participação do fundo comum na composição da parcela.

2. Taxa de Administração (ADM)

A taxa de administração é a remuneração paga pelo consorciado à administradora do grupo pelos serviços prestados. Esses serviços incluem a gestão financeira do grupo, a realização das assembleias mensais, o controle de inadimplência, o processamento das contemplações, o atendimento aos participantes e toda a operação do consórcio.

É importante destacar: a taxa de administração não é juro. Ela é um custo pelo serviço prestado, diluído ao longo de todas as parcelas do plano.

No exemplo prático deste artigo, a taxa ADM é de 19% sobre o valor do crédito — o que significa que o saldo devedor total é de R$ 357.000,00 para um crédito de R$ 300.000,00.

3. Fundo de Reserva (FR)

O fundo de reserva é um percentual cobrado para garantir a solidez financeira do grupo em caso de eventuais insuficiências de receita — geralmente causadas por inadimplência de participantes.

Ele funciona como uma reserva de segurança coletiva: se algum consorciado deixar de pagar as parcelas e o grupo sofrer impacto financeiro, o fundo de reserva garante que as assembleias e as contemplações continuem acontecendo normalmente.

No exemplo deste artigo, o fundo de reserva é de 2% sobre o valor do crédito. Ao final do plano, se o fundo de reserva não for utilizado integralmente, o saldo remanescente é devolvido proporcionalmente aos consorciados.

4. Seguro Prestamista

O seguro prestamista é um seguro pago pelo consorciado que garante a quitação total ou o abatimento do saldo devedor em caso de morte ou invalidez permanente do titular. É cobrado somente em cotas de pessoa física — empresas e pessoas jurídicas não pagam esse componente.

Trata-se de uma proteção importante: em caso de sinistro, o consorciado ou sua família não ficam com a dívida do consórcio. No exemplo deste artigo, a taxa do seguro é de 0,038% ao mês sobre o saldo devedor total.

Cálculo prático completo da parcela

Agora que você conhece os 4 componentes, veja como o cálculo é realizado na prática, com base em exemplo real do Porto Bank.

Dados do plano:

Item

Valor

Valor do crédito

R$ 300.000,00

Taxa de Administração (ADM)

19%

Prazo

200 meses

Fundo de Reserva

2%

Taxa do Seguro Prestamista

0,038% ao mês sobre o saldo devedor

Passo a passo do cálculo:

Etapa

Cálculo

Resultado

Saldo devedor total

R$ 300.000 + 19% ADM

R$ 357.000,00

Parcela sem seguro

R$ 357.000 ÷ 200 parcelas

R$ 1.785,00/mês

Parcela com redutor de 25%

R$ 1.785,00 × 75%

R$ 1.338,75/mês

Seguro Prestamista

R$ 357.000 × 0,038%

R$ 135,66/mês

Parcela final (com seguro e redutor)

R$ 1.338,75 + R$ 135,66

R$ 1.474,41/mês

O que é o redutor e como ele funciona?

O redutor é o percentual do lance dado pelo consorciado ao ser contemplado. Quando um participante oferece, por exemplo, um lance de 25% do valor do crédito, esse valor é imediatamente abatido do saldo devedor — reduzindo as parcelas subsequentes.

No exemplo: sem o redutor, a parcela é R$ 1.785,00. Com o redutor de 25%, a parcela cai para R$ 1.338,75 — uma redução de R$ 446,25 por mês. Multiplicado pelas parcelas restantes, a economia é considerável.

O redutor é uma das grandes vantagens estratégicas do consórcio: quem dá um lance não só é contemplado mais cedo — ainda reduz o custo mensal do plano.

Consórcio x Financiamento: comparativo de custo

Para dimensionar a vantagem do consórcio, considere o exemplo acima em um financiamento bancário convencional.


Consórcio Porto Bank

Financiamento Bancário

Crédito

R$ 300.000,00

R$ 300.000,00

Prazo

200 meses

200 meses

Parcela inicial

R$ 1.785,00

Superior a R$ 3.000,00

Custo adicional

Taxa ADM de 19% (R$ 57.000)

Juros compostos de 1% a.m.

Custo total estimado

R$ 357.000,00

Superior a R$ 580.000,00

Economia aproximada

Mais de R$ 220.000,00 a menos no consórcio

No consórcio, você paga apenas a taxa de administração e o fundo de reserva — sem juros compostos. Essa diferença faz do consórcio uma das formas mais eficientes de aquisição de bens no longo prazo.

Simulação personalizada com a Souza Seguros

Cada plano de consórcio tem variáveis próprias: valor do crédito, prazo, administradora, taxa ADM, fundo de reserva e opções de seguro. Por isso, o cálculo da parcela ideal para o seu perfil precisa ser feito de forma personalizada.

Na Souza Seguros, realizamos simulações completas e gratuitas, considerando o seu objetivo, sua capacidade financeira e o melhor plano disponível no mercado. Nossa equipe explica cada componente da parcela com total transparência — para que você tome a decisão mais inteligente com segurança e confiança.

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